sábado, 29 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Amigos

Como é bom reencontrar bons e velhos amigos, sentar à mesa do bar e conversar sobre tudo. Tudo o que aconteceu desde a última vez que assim estivemos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Voto Nulo não é voto válido!

Não sei qual a melhor forma de expor minha convicção sobre as intenções dos governantes e candidatos no Brasil, mas vou contar decepcionado. Tinha como certeza a possibilidade de anular uma eleição com 50% mais um de votos “NULO”, dentre os votos válidos. Isso implica na condição de voto nulo ser válido e como não encontro candidatos que satisfaçam as expectativas que tenho de um governante competente e honesto, opto por ele há tempos.

Entretanto, pra minha surpresa e revolta, descubro que apenas a justiça eleitoral pode anular uma eleição e que votos nulos não são considerados válidos. Minha ignorância é grande nesse assunto e infelizmente, as leis são interpretadas sempre no sentido de favorecer os mais poderosos, mas jamais imaginei ou obtive tal informação.

Os artigos 219, 220, 221, 222 e 237 do documento de endereço abaixo, foram interpretados dessa forma pela “justiça” Eleitoral.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4737.htm

Não voto no “menos pior”! O que farei com meu voto? Como posso expressar meu voto de não considerar nenhum dos candidatos aptos a governar?

É a Democracia!

Admiração

Em sono vejo tua fragilidade exposta,

Tua boca entreaberta ritmando a respiração profunda,

O corpo coberto curva-se pra manter o calor

E mais bela fica, aposto que pra provocares mais amor.

Tempo de Ficar Só

Outro texto da mesma época do post anterior. Como as coisas mudam!

Acho que mundo e as relações humanas não estão num bom caminho. Ainda que fala-se mais do que nunca em desigualdade social, consciência ambiental, globalização, vejo que as pessoas se relacionam cada vez menos comprometidas. A moda é “ficar”, “pegar”, empilhar beijos e transas de uma ou duas noites e já era, adiciona o nome na lista de “pegadas” escondida no diário e parte pra próxima linha a ser preenchida.
Espera aí! Acho que perdi alguma coisa. A primeira transa ser boa é coisa rara, principalmente pras mulheres, já que há pouco conquistaram o direito de imitar o que mais reclamavam dos homens. Essa coisa de macho que tem medo de passar por viado se não comer uma vagabunda, que usa a desculpa de que são diferentes e não conseguem evitar a traição porque é instinto masculino. Papinho furado. Trai porque é safado, porque não tem coragem de assumir a falha de caráter. Pior que a cultura enfiada guéla abaixo por séculos, preparou as mulheres pra aceitarem isso e preferem a traição que a perda do amor.
Pior ainda é perceber que as mulheres ao conquistarem seu espaço e seus direitos, que sempre foram mais do que justos já que muitos casamentos eram regime de escravidão, simplesmente estão fazendo a mesma coisa que os homens, ou seja, do que sempre reclamaram.
Essas atitudes estão aproximando os órgãos genitais e afastando os corações, as pessoas não sabem mais namorar! Namoro não se pede, não se define, não se combina que se está ou não, acontece, só isso. Sabemos quando é ou não é. Parece que namorar virou um sacrifício de sangue, que nesse mundo atropelado, de notícias instantâneas não existe espaço pro namoro, pra dedicação a alguém que nos faz bem, seja pelo sexo animal, ou pelo cafuné antes de dormir. O que vale é o prazer imediato sem contato, só no “coro” o “aqui e agora”.
Pois acho o namoro uma das relações mais lindas que as pessoas podem desenvolver, porque não temos obrigação de querer, se estamos é porque queremos. Aproximamos um desconhecido de nossas vidas, de nossa família, porque acreditamos que pode ser ele. Se depois era ou não são outros quinhetos, mas o importante é que se acreditou e que se quis de verdade, sinceramente.
Desenvolver um relacionamento, adquirir intimidade, conhecer outra pessoa profundamente é uma arte de convivência e o “sacrifício” por termos que adaptar algumas coisas no caminho deveria ser visto como um presente que damos e recebemos.

Chororo

Texto que escrevi há algum tempo, quando olhei pra baixo e percebi que estava no fundo do poço. Ainda bem que a lei da vida é "Tudo Muda".

Tô aqui pra reclamar mesmo! É o país que não funciona, o emprego que não vem, o amor que se vai, a alma que se vende, o sapo que se engole, o sangue na garantia, a vida que empaca, a esperança que não fia. A felicidade da desgraça que contenta o pouco que se inventa e a pira que se agüenta. A cobrança da vida chega e tira até o nada que se tem, não perdoa nem acalenta, nem ta aí pra ninguém. A loteria não premia, nem a sorte regalia, o dinheiro nem se fala... é papel que tem valia. Mas o desânimo é de outro, sentimento porcaria! Amor tem conchavo com o cão, deveria ser parceiro da alegria, mas casou com a decepção.
Já pensei em vender o corpo, mas acho que vale pouco e não resolveria, meu esperma deve ser fraco, senão filhos já teria. Tô fudido, cansado e ainda pra ajudar, bate a rebeldia.
Se essa fase passar viro budista, só pra treinar a serenidade, se não passar farei aposta na eternidade. Mas nessa nem acredito!

Maravilhosa Política II

Admito que minha visão seja tendenciosamente pessimista, mas como ter otimismo quando se percebe que durante os 35 anos de vida, o atual presidente foi o “menos pior”?

E não me refiro à situação econômica do país, falo única e exclusivamente da política externa. Convenhamos, se temos condições de emprestar dinheiro ao FMI, perdoar a dívida angolana, pagar “bolsas remendo” é graças a uma série de eventos econômicos que aconteceram nos últimos anos, como a queda do império norte americano, a ascensão dos tigres asiáticos, o enfraquecimento dos nossos vizinhos sul-americanos, crise do petróleo no oriente médio conjunta ao aumento da capacidade de extração do mesmo pela Petrobrás.

Obvio que vitórias em processos na Organização Mundial de Comércio, favoreceram o crescimento do país e que elas são efeitos da política externa adotada pelo governo. Entretanto, esses acertos são mínimos diante da oportunidade que tivemos de estruturar e desenvolver o país. Infelizmente, não sei se pelo longo tempo de miséria que vivemos, pela falta de discernimento da população ou pela desinformação passada pelos meios de comunicação, não temos condições de avaliar o desempenho dos governantes diante de tanto dinheiro arrecadado e produzido pelo país nesses últimos 20 anos.

O PAC é pouco! Volto a repetir o primeiro texto, enquanto exigirmos saúde e educação estamos ferrados. Tudo no Brasil é mal aproveitado, especialmente no setor público. E qual a novidade? A novidade é que agora temos dinheiro pra fazer o que precisa, mas precisamos que seja feito.

Duplicação de rodovias, transposição do São Francisco (cabe um texto pro tema), construção de hidroelétricas, reforma e ampliação de portos, compra de tecnologia militar não são suficientes, nem são “o que se pode”. Muito pouco pra capacidade e possibilidade que o país apresenta de evoluir décadas em poucos anos.