segunda-feira, 26 de abril de 2010

Maravilhosa Política

Dentre tantos assuntos que surgem em rodas de amigos, família ou com desconhecidos, no ponto de ônibus por exemplo, um de meus preferidos é política. Sei que muitos, se não a maioria, torcem o nariz quando tal tema é posto em discussão, mas mesmo assim tem sua opinião e sempre que possível expõe-na.

Não sei ao certo o motivo de minha fascinação, se pelas lembranças de infância onde percebia a alteração das pessoas ao tratarem do assunto, se pela educação institucional ou simplesmente por ser também, assim como todos, um ser que exerce relações.

Fazendo um levantamento quanto à definição de política, nota-se uma adaptação deturpada de seu sentido ao longo do tempo. Enquanto as reflexões aristotélicas referem-se à felicidade coletiva da Pólis (origem da palavra política) e político como “pertencente aos cidadãos”, quando aplicada na Europa (1265), seu sentido passou a ser diretamente relacionado ao poder. Segundo Hobbes, política “consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem”, também assim conceituada, mesmo que com outras palavras, por Russel e Maquiavel.

É lógico que a “obtenção de vantagem” refere-se ao coletivo, entretanto é comum aplicarem-na ao indivíduo ou no máximo, a um grupo mínimo desses “pertencentes aos cidadãos” e seus colaboradores. Vale ressaltar que essa prática é adotada no mundo todo, não sendo exclusiva do nosso país. Contudo, no Brasil a putrefação do Estado é tão comum que se tornou cultural, praticado em todas as relações e níveis da sociedade. Ao perdermos os objetivos comuns deixamos de ter a motivação necessária á nos organizarmos para obtê-los, provocando, facilitando e até certo ponto, avalizando essa corrupção.

Quando falamos sobre política, não discutimos o que comumente nos falta, mas da reprovação aos equívocos e prejuízos que os políticos provocam à sociedade. Mais curioso é que nos períodos de eleição, somos tomados por uma súbita euforia, temos nossa esperança renovada, mesmo que votemos em representantes outrora reprovados.

O que esperamos? Que o político eleito realize o “plano de metas” da campanha? Por quê? Afinal, não existem objetivos comuns!

Alguém pode dizer: -Ah, mas não é bem assim, todo mundo quer mais hospitais, mais escolas, mais estradas,...

Se esses são nossos objetivos comuns, estamos ferrados. Considero retrógado, limitado e ultrapassado cogitar que pontos tão primitivos à condição de Estado Soberano ainda seja motivacional à organização social. Assim, continuaremos ouvindo as mesmas propostas de governo, onde nada é feito pelo todo e tudo é feito pelo próximo pleito.

Continuarei.

domingo, 25 de abril de 2010

ponto zero

Há tempos penso em manter um blog. Sob incentivo, inicio esse espaço onde expressarei minha opinião ou observação pessoal do meio que afeto e sou, ou sinto-me, afetado.